
O município de Caxias deverá se consolidar como um dos principais polos logísticos do Maranhão com a implantação do Terminal Intermodal Gonçalves Dias (TIGD), empreendimento que prevê investimento de R$ 300 milhões e capacidade para movimentar cerca de 1 milhão de toneladas de cargas por ano.
O projeto foi discutido durante reunião realizada no Palácio dos Leões entre o governador Carlos Brandão, investidores privados e representantes da Ferrovia Transnordestina Logística (FTL).
O terminal foi projetado para integrar os modais ferroviário e rodoviário, permitindo o transporte de grãos, fertilizantes, combustíveis e outros produtos, além de possibilitar futuras operações com contêineres.
O complexo contará ainda com áreas operacionais, produtivas e de apoio logístico, funcionando em integração com o parque industrial de Caxias. Durante o encontro, o governador Carlos Brandão reafirmou o apoio do Governo do Maranhão ao empreendimento.
Segundo ele, o Estado será responsável pela implantação do acesso ao terminal e também participará da aquisição de parte da área destinada ao parque empresarial, fortalecendo a estrutura necessária para viabilizar o projeto.
“O Governo do Estado tem um distrito industrial que vai agregar a esse grande investimento. Nós estamos fazendo uma parceria, e o governo vai fazer o acesso a esse investimento para que sejam recebidos os grãos daquela região e o fertilizante que virá do porto. É um grande conjunto de modal integrado para trazer desenvolvimento e começar a atender a região leste do estado, que está avançando na produção de grãos, como soja e milho”, afirmou Brandão.

A expectativa é que o terminal beneficie produtores rurais, transportadores, empresas e prestadores de serviços de Caxias e de municípios vizinhos. Com a integração entre ferrovia e rodovias, o escoamento da produção agrícola deverá ganhar eficiência, reduzindo custos logísticos, diminuindo perdas durante o transporte e facilitando o abastecimento das regiões produtoras com fertilizantes e outros insumos.
De acordo com o diretor-presidente da Ferrovia Transnordestina Logística (FTL), Ismael Trinks, a meta é que a safra de 2027 já possa ser transportada pelo novo terminal.
“Nós discutimos a implantação de um terminal voltado ao agronegócio, com capacidade para movimentar em torno de 1 milhão de toneladas no município de Caxias. A nossa intenção é que a safra de 2027 já seja transportada pela ferrovia”, destacou.
O projeto também fortalecerá a conexão entre Caxias e o Porto do Itaqui. Atualmente, grande parte das cargas percorre longas distâncias exclusivamente por rodovias.
Com a implantação do terminal, os produtos seguirão por caminhões até Caxias e, a partir dali, continuarão pela ferrovia até o porto.
No sentido inverso, fertilizantes e demais insumos desembarcados no Itaqui poderão ser distribuídos com mais agilidade às regiões produtoras.
A presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Oquerlina Costa, ressaltou que o empreendimento representa uma oportunidade para ampliar a movimentação de cargas pelo Porto do Itaqui e consolidar ainda mais sua posição estratégica no Arco Norte.
“Para o Porto do Itaqui é uma grande oportunidade para aumentar a nossa movimentação de cargas e alavancar cada vez mais a posição do Porto do Itaqui como um porto estratégico para a região do Arco Norte do Brasil”, afirmou.
Além dos ganhos logísticos, o terminal deverá impulsionar diversos segmentos econômicos ligados à logística, agroindústria, tecnologia, desenvolvimento de software, inovação, distribuição e transporte.
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