
Tumor foi identificado após cirurgia para retirada de um nódulo no pulmão direito; especialista explica sintomas, fatores de risco e tratamentos
O papa Leão XIV foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar após passar por uma cirurgia para retirada de um nódulo no pulmão direito. Segundo comunicado divulgado pelo Vaticano nesta terça-feira (13), o procedimento foi bem-sucedido e confirmou a suspeita levantada em exames anteriores.
O adenocarcinoma é um tipo de câncer que se desenvolve nas células responsáveis pela produção de muco no revestimento dos pulmões. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é o tipo mais comum de câncer pulmonar entre pessoas que não fumam.
Segundo William Schwartz, coordenador de Pneumologia do Hospital Santa Lúcia, esse tumor costuma surgir nas regiões periféricas dos pulmões e pode não provocar sintomas nas fases iniciais. Por isso, muitas vezes é descoberto durante exames realizados por outros motivos.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estágio do câncer diagnosticado no pontífice.
Fatores de risco e sintomas
O tabagismo é um dos principais fatores de risco para o câncer de pulmão. Entre pessoas que não fumam, a doença também pode estar associada à exposição passiva à fumaça do cigarro, à poluição e a fatores genéticos. Em alguns casos, não é possível identificar uma causa específica.
O diagnóstico precoce é importante para aumentar as chances de sucesso do tratamento. Segundo o pneumologista, quando o tumor é pequeno e está restrito ao pulmão, as possibilidades de cura são maiores.
Tratamento e recuperação
O tratamento depende das características do tumor e do estágio da doença. Entre as opções estão a cirurgia, medicamentos direcionados a alterações específicas das células cancerígenas e imunoterapia, conforme a avaliação médica.
No caso do papa, a cirurgia foi realizada para retirar um nódulo no pulmão direito. O especialista explica que procedimentos desse tipo podem envolver a remoção de um lobo pulmonar, chamada lobectomia, ou apenas de um segmento, dependendo das características do tumor e das condições do paciente.
Antes da operação, são realizados exames para avaliar a função pulmonar e cardíaca. Técnicas minimamente invasivas, como a videotoracoscopia e a cirurgia robótica, também podem ser utilizadas em casos selecionados.
De acordo com Schwartz, é possível manter uma boa qualidade de vida após a retirada de parte do pulmão, pois a região remanescente pode compensar parte da função respiratória perdida. A recuperação, no entanto, depende das condições clínicas de cada paciente.
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