Cristo não nasceu entre reis, mas entre pobres. Não foi anunciado por generais, mas por anjos a pastores. Sua chegada subverteu a lógica do mundo: colocou os últimos em primeiro lugar, deu voz aos silenciados, dignidade aos esquecidos, esperança aos que nada tinham. O Natal é a celebração dessa inversão de valores que ainda hoje incomoda.
Jesus pregou o amor como força transformadora, a justiça como caminho e a solidariedade como dever. Enfrentou a hipocrisia, denunciou a opressão e escolheu caminhar ao lado dos excluídos. Pagou com a própria vida por defender a verdade, a fraternidade e a igualdade entre os homens. Sua mensagem continua atual, urgente e necessária.
Celebrar o Natal é, portanto, assumir um compromisso. Compromisso com a paz em tempos de ódio, com o diálogo em meio à intolerância, com a partilha diante da fome e da desigualdade. É lembrar que não há fé verdadeira sem ação, nem espiritualidade sem responsabilidade social.
Em um mundo marcado por guerras, injustiças e abismos sociais, Jesus Cristo renasce sempre que alguém escolhe o bem comum, a empatia e a defesa da vida. O Natal nos convoca a não fechar os olhos, a não silenciar diante da dor, a não normalizar a exclusão.
Que o nascimento de Cristo nos inspire a construir pontes, derrubar muros e reafirmar que a política mais poderosa é o amor em movimento. Porque o Natal não é apenas uma celebração: é um chamado. Um chamado à humanidade.
Feliz Natal! Que Deus nos abençoe, proteja e ilumine. Amém!
Sintam-se abraçadas e abraçados por mim.

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